PORQUE O PODER DETERIORA RELACIONAMENTOS.
Quando você faz coisas contra a sua vontade, não entende o porque delas ou porque fazer daquela forma, você tem a tendência de tentar escapar destas atividades e de quem o está obrigando a realiza-las.
Nesta altura os relacionamentos já estão deteriorados.
No máximo você vai realizar o que lhe mandam para não arranjar encrenca, mas não irá participar com sugestões, mesmo percebendo que a ordem dada possa ser a pior das alternativas. Deixa a bomba explodir na mão de quem mandou.
Então você já sabe o que não deve fazer se um dia virar “chefe”.
Liderar não é exercer o "poder".
PRATO FEITO
Prato feito não significa comida mastigada. Este esforço você tem que fazer.
Eu lhe dou a bolsa de estudo, mas você tem que freqüentar a escola e aprender.
Eu lhe dou todos os recursos, mas é você quem vai construir o seu futuro.
Só em novelas de ficção o preguiçoso tem sucesso na vida.
INCENTIVOS
No meu time não precisamos de alguém gritando na orelha: “vamos lá, vamos lá”. Vontade de ir nós temos e é enorme, só precisamos saber para onde e o que fazer lá, para ganharmos o jogo.
Todo jogador quando entra em campo acredita que o seu time pode ganhar o jogo. Time considerado pequeno também acredita na possibilidade de vencer a partida.
O técnico (líder) tem a atribuição de mostrar como é possível realizar a proeza.
A diferença entre os times pequenos e grandes, é a estratégia para alcançar o objetivo. O pequeno joga na retranca e no contra ataque, aproveitando as poucas oportunidades que podem surgir.
O grande vai no abafa, sufocando o adversário.
O que importa é a estratégia para cada jogo e não os gritos de incentivo.
Se você é líder, poupe a garganta e force o cérebro.
COMPETITIVIDADE
Você fazia compras do mês no mercadinho perto da sua casa. Um dia construíram um supermercado no bairro que passou a vender com preços menores que o mercadinho poderia praticar. Você vai fazer tuas compras onde, mesmo sabendo que com a perda da freguesia o mercadinho vai fechar as portas e o dono dele passar por dificuldades?
O mesmo acontece nas empresas com os seus contratados. Se um profissional oferece o mesmo desempenho pelo custo menor, terá preferência na empresa, independentemente do que pode acontecer com o profissional demitido.
Podemos concluir que, nos dois casos, a visão e a atitude são as mesmas.
Então não há porque se queixar da empresa. Você faz o mesmo.
A única saída é buscar a competitividade sustentável para os seus serviços.
ORIENTAÇÃO PARA “CHEFES”
Se você acha que o funcionário não tem potencial para realizar o trabalho de acordo com as expectativas, demita-o.
Se você acha que ele tem potencial, mas ainda não está correspondendo ou parou de corresponder, oriente-o .
Nesta orientação não há necessidade alguma em levantar a voz para se fazer entender e nem humilha-lo. O “discurso” deverá ser no nível em que o funcionário não se sinta culpado e nem diminuído, mesmo que hipoteticamente o filho dele estivesse presente a esta conversa. Não há necessidade de grosserias e nem demonstrar o teu possível desapontamento.
É somente uma orientação.
Isto não é só questão básica e óbvia de educação ou respeito pela dignidade de um ser humano. É também uma habilidade profissional.
Se ele vai continuar na equipe é importante que a sua auto-estima esteja no topo. Só assim ele se esforçará para entender e se comprometer com o que você quer e ter um relacionamento saudável com você e com os colegas.
Espero que você saiba o valor que os relacionamentos saudáveis têm.
Mas se você tem dúvidas, peça uma orientação para o teu “chefe”.
Amarelou?
É isso aí!
Agora você já sabe o valor que isto tem.
FELICIDADE
Não há quantidade finita de felicidade para cada pessoa. Não há como economizar hoje para ter mais amanhã. E nem gastar tudo hoje porque não sabe se estará vivo amanhã. Você pode ser feliz o tempo todo porque o estoque não acaba.
Não tenha medo em esbanjar felicidade, e muito menos em doar para outros.
E se fizer isto no ambiente de trabalho, ficará espantado com os resultados. Boa sorte!
UNANIMIDADE
A unanimidade não é burra. Somente refere-se a um fato aceito como verdadeiro por todos.
Em uma guerra se você não mata, você morre. Todos concordam com isto.
E isto não é burrice, é o óbvio.
Burra é a guerra.
E com isto também todos concordam, mas continuam a praticá-la.
Às vezes a unanimidade pode parecer incoerente.
Mas a incoerência é das pessoas que concordam com uma coisa e fazem outra.
Continua valendo a primeira frase. A verdadeira é rara.
FIM DA CARREIRA
Jogador de futebol sabe que a sua carreira é curta. Não por falta de vontade de continuar jogando. O físico não permite mais. O mesmo se aplica para várias outras funções.
Todos sabemos e aceitamos isto na carreira dos outros, e inclusive recomendamos a sua retirada do campo de ação.
Como será a vida dele após o término da carreira?
Costumamos dizer: problema dele.
E na nossa carreira? Dói pensar? Mas é preciso! Esta hora fatalmente chegará e talvez recomendada por alguns.
Prepare-se para esta transição. O problema será todo seu.
RECONHECIMENTO
Se você não conseguir o reconhecimento na função atual, é praticamente impossível almejar uma outra, técnica ou gerencial, nesta empresa. Salvo muito raras exceções. Precisará aparecer alguém com o faro muito aguçado para te descobrir.
É mais fácil conseguir esta oportunidade em uma outra empresa, que ainda não conhece o teu fraco desempenho na função anterior. É duro? Mas é assim mesmo.
Só um bom desempenho na função atual abre o caminho para outras.
CONCORRENCIA DESLEAL
Não há como diminuir ou retirar as competências e habilidades do concorrente. Porém o comum é salientar os pontos fracos dele, ou ainda interpretar como negativos alguns pontos que não são críticos para um bom desempenho.
É possível interpretar qualquer fato ou ocorrência de maneira positiva ou negativa. Esta é a estratégia de quem pretende denegrir a imagem do concorrente.
Agora que você sabe, não se deixe pegar desprevenido.
CONSELHOS DOS MAIS VELHOS.
Nunca ameace com uma arma se ela não estiver carregada. Vale o sentido figurado. O oponente poderá, eventualmente, não se assustar e tirá-la da tua mão. E vai saber o que ele poderá fazer com o teu trabuco. Já dizia o meu velho e sábio avô: “Por precaução, sempre é bom usar uma arma de cano curto”.
Também nunca “cante” uma mulher se você não for dar conta do recado. Vale também o sentido figurado. A minha velha e sábia avó repetia: “Meu netinho, nunca esqueça que mulher frustrada é encrenca na certa. Na melhor das hipóteses, você será conhecido na praça de ter só a boca grande”
E eles afirmavam que nos dois casos você poderá adquirir o apelido de FALASTRÃO.
E o meu pai me disse que na sua vida profissional também viu vários destes exemplos.
Os acontecimentos recentes na vida pública, sem sentido figurado, comprovaram que eles estavam certos.
E você? Anda cometendo estes erros no teu trabalho?
E olha que estas coisas são antigas, não é?
NA PRÁTICA A TEORIA É OUTRA
Muito se escuta “Na pratica a teoria é outra” desmerecendo uma nova proposta.
O que está se está dizendo é: “Na prática eu uso uma outra teoria”.
É fato. Não se está aplicando a teoria proposta, talvez por ainda não conhece-la bem.
É mais tranqüilo trabalhar com uma teoria com qual já se está acostumado.
No fundo é só uma resistência à nova idéia. Dá medo sair da rotina.
A frase inicial é só uma defesa do acomodado.
CONFIANÇA
Você confia tanto no amigo que pega carona com ele quando ele bebeu todas. Você coloca sua integridade e até a sua vida nas mãos de quem está sem condições de dirigir.
O mesmo você faz com os teus filhos e esposa após uma festinha. Só que eles não tem escolha de não ir com você.
E no entanto, você não confia no teu colega de trabalho ou no teu chefe, que podem causar no máximo, e na pior das hipóteses, um estrago na tua carreira, e mesmo assim, só se você não for competente no que faz. Não é um paradoxo? Não é uma inversão de valores?
Se tiver que optar entre estas duas alternativas para ser coerente, prefiro não ir de carro com o motorista alcoolizado.
Com ele o risco é maior.
O ideal é mudar de atitude nas duas. É difícil? Nem tanto. É só uma atitude.
FOFOCA
Quando você fala mal de alguém, o ouvinte pode acreditar no que você está falando ou achar que você está distorcendo os fatos. Ou ainda pior: pode achar que você está escancarando uma falha no teu caráter.
E se você a tem, procure mantê-la encoberta.
REDE DE RELACIONAMENTOS
A maior parte das pessoas confunde a rede de relacionamentos pessoais com a rede de relacionamentos profissionais e esta confusão é catastrófica, traz decepção e ressentimentos.
Ter muitos conhecidos ou mesmo amigos é uma coisa. Eles te indicarem para um trabalho, ou te convidarem para trabalhar junto, é outra. E vice-versa.
Quem já não falou ou ouviu? “O José é uma ótima companhia. Saímos sempre para beber todas. Agora, trabalhar com ele ou indicá-lo para alguém, nem pensar”. Ou então: “O João é competente. Vamos convida-lo para trabalhar com a gente na primeira oportunidade. Mas ele é muito sem graça fora do trabalho”.
Então não devem ser confundidas as duas redes, apesar de poder existir uma certa sobreposição. A profissional está relacionada ao reconhecimento das competências, habilidades e atitudes para um trabalho. A pessoal tem mais a ver com simpatias, parentescos e gostos similares para o entretenimento e bebidas alcoólicas.
O ideal é conseguir reforçar e, sempre que possível, ampliar as DUAS redes. E fazer um grande esforço para NÃO EMBARAÇÁ-LAS, evitando criar falsas expectativas.
LIVRE ARBÍTRIO
Se aceitarmos que existe o livre arbítrio, então devemos aceitar que não há destino programado, escrito nas estrelas. Nestas condições é você quem faz o teu destino, com as tuas decisões e ações em cada momento da sua vida.
Da mesma forma, “São os desígnios de Deus” também pode ser questionado sob a ótica do livre arbítrio. Deus sabe o que faz e ninguém pode duvidar disto. ELE fez o homem e lhe deu o livre arbítrio. Possibilidade de escolher o seu próprio caminho e arcar com as conseqüências.
Então, é o próprio homem quem cria as dificuldades.
Não pode culpar Deus e nem imaginar que ELE se preocupou em criar estas dificuldades para você.
ELE não ia e não vai quebrar a regra que ele mesmo criou, que é o livre arbítrio, só para te testar.
ELE não precisa testar o homem. ELE sabe como o homem é. Foi ELE quem criou.
Não consigo acreditar que para DEUS o homem é um protótipo que precisa ser testado e aperfeiçoado.
Assuma as tuas responsabilidades!
ATRIBUIÇÃO DO CHEFE
Alguns dizem que o chefe não faz nada.
Realmente ele não precisa ter competência técnica especializada para executar nada. E não lhe estão pagando para executar alguma coisa. Pagam para fazer as coisas acontecerem.
Os seus parceiros especialistas, com as suas inteligências, competências e habilidades, e motivados para fazer bem feito, é que realmente realizam os projetos. E ficam felizes em realiza-los. E agradecem ao “chefe” por esta oportunidade.
No caso de você ser o chefe, os teus especialistas estão felizes?
Se não estão, para que a empresa está lhe pagando?
Você realmente não está fazendo nada!
O DISCURSO
Não existe nada mais mentiroso ou verdadeiro que o discurso, usando as mesmas palavras. Podem ser ditas em qualquer circunstância, sempre defendendo um ponto de vista que mais interessa ao orador no determinado momento. Pode representar um sentimento verdadeiro ou uma pura enganação.
Não há como acreditar ou não nestas palavras. A interpretação correta virá depois das ações e/ou atitudes deste orador, que irá confirmar ou não a mensagem que ele passou. Esta espera não será necessária se em ocasiões anteriores o orador já manteve a coerência entre o discurso e a prática: já conquistou a credibilidade. Ganha-se tempo e eficiência.
E com você? Como anda a credibilidade do teu discurso?
DELEGAÇÃO DE RESPONSABILIDADE.
“Na tua opinião qual das soluções que você propôs atende melhor às necessidades do nosso cliente? É a solução 1? Então é ela que eu vou apresentar”.
“Se todas atendem igualmente, então com qual solução, primeiro você e depois eu, potencialmente teremos menos problemas? É a solução 2? Então é ela que eu vou apresentar”.
“Como não tem certeza? Você apresenta as alternativas e não sabe qual defender? Muito obrigado pelo tempo que você ficou com a gente e boa sorte”.
É isso aí, mano! A tua briga para o seu chefe não ser centralizador deu resultado!
A droga é que com a vitória vieram as responsabilidades!
E o chefe ainda continua a dar a última palavra!
Se você é chefe, delegue sem medo.
A delegação aumenta a responsabilidade dos funcionários e não diminui em nada a responsabilidade do líder.
O empresário delega a gestão da empresa para os seus diretores, mas continua sendo o responsável pelos destinos dela. Inclusive no aspecto jurídico.
IMPREVISTOS
Algumas atividades cotidianas são os chamados imprevistos, que não precisam ser grandes ou pequenos. Nem tudo é possível de se prever e estabelecer procedimentos. Mesmo porque é impossível de se colocar no papel as infinitas possibilidades de ocorrências. Os líderes devem tomar as decisões, não importando de onde vêm as sugestões, e os liderados tomar a iniciativa para participar na busca e execução da solução.
No tratamento destes imprevistos é que sobressaem os profissionais diferenciados, tanto líderes como os liderados.
O que está nos procedimentos é o básico mínimo que todos têm obrigação de cumprir.
Como você se comporta? Se não está nos procedimentos não é problema teu?
Então bata palmas para quem está fazendo sucesso.
SUBORDINAÇÃO
Na vida profissional a aceitação da subordinação clássica tem limites.
Você se subordina porque ainda vê alguma vantagem em faze-lo.
Quanto menor é a exigência pessoal, mais a corda se estica. Mas sempre chega um ponto em que não vale mais a pena e então a corda arrebenta.
É obvio que não é o chefe que é exigente ou insensível. O subordinado é que é demasiadamente flexível. O limite é o subordinado quem estabelece.
Da mesma forma não é um governo que é abusado. É a sociedade que estabelece o limite para o abuso.
Então não adianta se queixar da vida. É só mudar o seu limite.
VERDADES
Resultados diferentes requerem estratégias diferentes. E estratégias diferentes requerem “descondicionamentos”, a quebra de paradigmas, que podem ser grandes ou pequenos.
É preciso questionar sempre as verdades.
Reafirma-las ou criar novas.
Simplesmente aceita-las, jamais!
Porque trilhar eternamente pelo caminho que os outros abrem para atender aos seus próprios interesses?
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