14 de novembro de 2009

Rapidinhas

ORIENTAÇÃO PARA “CHEFES”
Se você acha que o funcionário não tem potencial para realizar o trabalho de acordo com as expectativas, demita-o.
Se você acha que ele tem potencial,  mas ainda  não está  correspondendo ou parou de corresponder, oriente-o.
Nesta orientação não há necessidade alguma em levantar a voz para se fazer entender e nem humilha-lo. O “discurso” deve ser no nível em que o funcionário não se sinta envergonhado e nem diminuído. Não há necessidade de grosserias e nem demonstrar o seu possível desapontamento.
É somente uma orientação.
Isto não é só questão básica e óbvia de educação e respeito pela dignidade de um ser humano. É também uma habilidade profissional.
Se ele vai continuar na equipe é importante que a sua auto-estima esteja no topo. Só assim ele se esforçará para entender e se comprometer com o que você quer e ter um relacionamento saudável com você e com os colegas.
Espero que você saiba o valor que os relacionamentos saudáveis têm.
Mas se você tem dúvidas, peça uma orientação para o seu “chefe”.
Amarelou?
É isso aí!
Agora você já sabe o valor que isto tem.

INCENTIVOS
No meu time não precisamos de alguém gritando na orelha: “vamos lá, vamos lá!”.
Vontade de ir nós temos e é enorme, só precisamos saber para onde e o que fazer lá, para ganharmos o jogo.
Todo jogador quando entra em campo acredita que o seu time poderá ganhar o jogo. Time considerado pequeno também acredita na possibilidade de vencer a partida contra um grande.
O técnico (líder) tem a atribuição de mostrar como é possível realizar a proeza.
A diferença entre os times pequenos e grandes, é a estratégia para alcançar o objetivo. O pequeno joga na retranca e no contra ataque, aproveitando as poucas oportunidades que podem surgir.
O grande vai no abafa, sufocando o adversário.
O que importa é a estratégia para cada jogo e não os gritos de incentivo.
Se você é líder, poupe a garganta e force o cérebro

PORQUE O PODER DETERIORA RELACIONAMENTOS.
Quando você faz coisas contra a sua vontade, não entende o porque delas ou porque fazer daquela forma, você tem a tendência de tentar escapar destas atividades e de quem o está obrigando a realizá-las.
Nesta altura os relacionamentos já estão deteriorados.
No máximo você vai realizar o que lhe mandam para não arranjar encrenca, mas não irá participar com sugestões, mesmo percebendo que a ordem dada possa ser a pior das alternativas.
Deixa a bomba explodir nas mãos de quem mandou.
Então você já sabe o que não deve fazer se um dia virar “chefe”.
Liderar não é exercer o “poder”.

ATRIBUIÇÕES DO CHEFE
Alguns dizem que o chefe não faz nada.
Realmente ele não precisa ter competência técnica especializada para executar nada. E não lhe estão pagando para executar alguma coisa. Pagam para fazer as coisas acontecerem.
Os seus parceiros especialistas, com as suas competências e habilidades, e motivados para fazer bem feito, é que realmente realizam os projetos. E ficam felizes em realiza-los. E agradecem ao “chefe” por esta oportunidade e pelas orientações recebidas.
No caso de você ser o chefe, os seus especialistas estão felizes?
Se não estão, para que a empresa está lhe pagando?
Você realmente não está fazendo nada!

CLIENTE E CHEFE
O cliente não tem sempre razão. Mas pode ser atendido em todas as suas necessidades e vontades em troca do seu dinheiro e o das pessoas que ele indicar para gastar aqui.
E agora?
Ficou mais fácil agüentar um cliente chato?
Da mesma forma, o chefe não tem sempre razão. Mas pode ser atendido com boa vontade em todas as suas solicitações em troca do dinheiro que a empresa paga e das perspectivas de crescimento que ela oferece.
E agora?
Ficou mais fácil agüentar um colega que neste momento é o “chefe” da equipe?

COMPETITIVIDADE
Você fazia compras do mês no mercadinho perto da sua casa. Um dia construíram um supermercado no bairro que passou a vender com preços menores que o mercadinho poderia praticar. Você vai fazer suas compras onde, mesmo sabendo que com a perda da freguesia o mercadinho vai fechar as portas e o dono dele vai passar por dificuldades?
O mesmo acontece nas empresas com os seus contratados. Se um profissional oferece o mesmo desempenho pelo custo menor, terá preferência na empresa, independentemente do que pode acontecer com o profissional demitido e do que ele contribuiu até então.
Podemos concluir que, nos dois casos, a visão e a atitude são as mesmas.
Então não há porque se queixar da empresa. Você faz o mesmo.
A única saída é buscar a competitividade sustentável para os seus serviços.

PRATO FEITO
Prato feito não significa comida mastigada. Este esforço você terá que fazer.
Eu lhe dou a bolsa de estudo, mas você terá que freqüentar a escola e aprender.
Eu lhe dou todos os recursos, mas é você quem irá construir o seu futuro.
Algumas atividades você terá que assumir, companheiro!
Estas atividades irão determinar a qualidade de vida que VOCÊ vai levar!

FELICIDADE
Não há quantidade finita de felicidade para cada pessoa. Não há como economizar hoje para ter mais amanhã. Você pode ser feliz o tempo todo porque o estoque nunca acaba.
Não tenha medo em esbanjar felicidade. Pode distribuí-la sem receio a todos os seus parceiros no trabalho.

UNANIMIDADE
A unanimidade não é burra. Somente refere-se a um fato aceito como verdadeiro por todos.
Em uma guerra se você não mata, você morre. Todos concordam com isto.
E isto não é burrice, é o óbvio.
Burra é a guerra.
E com isto também todos concordam, mas continuam a praticá-la.
Às vezes a unanimidade pode parecer incoerente.
Mas a incoerência é das pessoas que concordam com uma coisa e fazem outra.
Continua valendo a primeira frase.

FIM DE CARREIRA
Jogador de futebol sabe que a sua carreira é curta. Não por falta de vontade de continuar jogando. O corpo não permite mais.
O mesmo se aplica para várias outras funções.
Todos aceitamos isto na carreira dos outros, e inclusive recomendamos a sua retirada do campo de ação.
Como será a vida dele após o término da carreira?
Costumamos dizer: problema dele.
E na nossa carreira?
Dói pensar?
Mas é preciso!
Esta hora fatalmente chegará e talvez recomendada por alguns.
Prepare-se para esta transição.
O problema será todo seu.

RECONHECIMENTO
Se você não conseguir o reconhecimento na função atual, é praticamente impossível almejar uma outra (que na sua opinião é a sua cara) nesta empresa. Salvo muito raras exceções. Precisará aparecer alguém com o faro muito aguçado para te descobrir. Ou algum parente.
É mais fácil conseguir esta oportunidade em uma outra empresa, que não conhece o seu fraco desempenho na função anterior.
É duro?
Mas é assim mesmo.
Só um bom desempenho na função atual (mesmo que não seja a sua cara) abre o caminho para outras.

CONCORRENCIA DESLEAL
Não há como diminuir ou retirar as competências e habilidades do concorrente. Porém o comum é salientar os pontos fracos dele, ou ainda interpretar como muito negativos alguns pontos que não são críticos para um bom desempenho.
É possível interpretar qualquer fato ou ocorrência de maneira positiva ou negativa.
Esta é a estratégia de quem pretende denegrir a imagem de um colega.
Agora que você sabe, não se deixe pegar desprevenido.
Não acredite em tudo que é dito de negativo sobre o seu desempenho. Descubra se há motivos para isto.

A TEORIA E A PRÁTICA
Muito se escuta “Na pratica a teoria é outra” desmerecendo uma nova proposta.
O que está subtendido é: “Na prática eu uso uma outra teoria”.
É fato que não se está aceitando a teoria proposta, talvez até por não entendê-la bem.
É mais tranqüilo trabalhar com uma teoria com qual já se está acostumado.
No fundo é só uma resistência à mudança que a nova teoria propõe.
Dá medo sair da rotina.
A frase inicial é só uma defesa e não deve ser levada a sério por pessoas sérias.

CONFIANÇA
Você confia tanto no amigo que pega carona com ele quando ele bebeu todas. Você coloca a sua integridade e até a sua vida nas mãos de quem está sem condições de dirigir.
O mesmo você faz com os seus filhos e esposa após uma festinha. Só que eles não tem escolha de não ir com você.
E no entanto, você não confia no seu colega de trabalho ou no seu chefe, que podem causar no máximo, e na pior das hipóteses, um estrago na sua carreira, e mesmo assim, só se você não for competente no que faz. Não é um paradoxo? Não é uma inversão de valores?
Se tiver que optar entre estas duas alternativas para ser coerente com a análise de risco, prefiro não ir de carro com o motorista alcoolizado. Com ele o risco é maior.
O ideal é mudar de atitude nas duas.
É difícil?
Nem tanto.
São só atitudes.

FOFOCA
Quando você fala mal de alguém, o ouvinte pode acreditar no que você está falando ou pode achar que você está distorcendo os fatos. Ou ainda pior, pode achar que você está escancarando uma falha grave na sua capacidade em respeitar pensamentos e crenças diferentes.
E se você a tem, procure mantê-la encoberta.
Controle o desejo de emitir julgamentos publicamente, pois a imagem prejudicada poderá ser a sua.

REDE DE RELACIONAMENTOS
A maior parte das pessoas confunde a rede de relacionamentos pessoais com a rede de relacionamentos profissionais e esta confusão é catastrófica, traz decepção e ressentimentos.
Ter muitos conhecidos, ou mesmo amigos, é uma coisa. Eles te indicarem para um trabalho, ou te convidarem para trabalhar junto, é outra. E vice-versa.
Quem já não falou ou ouviu? “O José é uma ótima companhia. Saímos sempre para beber todas. Agora, trabalhar com ele ou indicá-lo para alguém, nem pensar!”.
Ou então: “O João é competente. Vamos convida-lo para trabalhar com a gente na primeira oportunidade. Mas ele é muito inconveniente no boteco”.
Então não devem ser confundidas as duas redes, apesar de poder existir uma certa sobreposição. A profissional está relacionada ao reconhecimento das competências, habilidades e atitudes para um trabalho. A pessoal tem mais a ver com simpatias, parentescos e gostos similares para o entretenimento e bebidas alcoólicas.
O ideal é conseguir reforçar e, sempre que possível, ampliar as duas redes.
E fazer um grande esforço em não embaraçá-las, para não perder ambas.

LIVRE ARBÍTRIO
Se aceitamos que existe o livre arbítrio, então devemos aceitar que não há destino programado, escrito nas estrelas. Nestas condições é você quem faz o seu destino, com as suas decisões e ações em cada momento da sua vida.
Da mesma forma, a afirmação “São os desígnios de Deus” para justificar as suas dificuldades também pode ser questionada sob esta ótica. Deus sabe o que faz e ninguém pode duvidar disto. ELE fez o homem e lhe deu o livre arbítrio. Possibilidade de escolher o seu próprio caminho e arcar com as conseqüências. Paraíso ou inferno.
Então, é o próprio homem quem cria as dificuldades para a sua vida. Não pode responsabilizar Deus e nem imaginar que ELE se preocupou em criar estas dificuldades para você.
ELE não ia e não vai quebrar a regra que ele mesmo criou, que é o livre arbítrio, só para te testar.
ELE não precisa testar o homem. ELE sabe como o homem é. Foi ELE quem criou.
Não consigo acreditar que para DEUS a sua criação é um protótipo que precisa ser testado e aperfeiçoado.
Vamos assumir as nossas responsabilidades e procurar acertar o caminho que leve a ELE.
E não custa lembrar que neste caminho não há diferenciação entre a vida pessoal e a vida profissional. Esta separação não existia na época da criação.

IMPREVISTOS
Algumas atividades cotidianas são os chamados imprevistos, que podem ser grandes ou pequenos. Nem tudo é possível de se prever e estabelecer procedimentos. Mesmo porque é impossível de se colocar no papel as infinitas possibilidades de ocorrências.
Os líderes devem tomar as decisões, não importando de onde vêm as sugestões, e os liderados devem tomar a iniciativa para participar na busca e execução da solução.
No tratamento destes imprevistos é que sobressaem os profissionais diferenciados, tanto os líderes quanto os liderados.
O que está nos procedimentos é o básico mínimo que todos têm obrigação de cumprir.
Como você se comporta? Se não está nos procedimentos não é problema seu?
Então bata palmas para quem está fazendo sucesso.

SUBORDINAÇÃO
Na vida profissional a aceitação da subordinação clássica tem limites.
Você se subordina porque ainda vê alguma vantagem em fazê-lo.
Quanto menor é a exigência pessoal, mais a corda se estica. Mas sempre chega um ponto em que não vale mais a pena e então a corda arrebenta.
É obvio que não é o chefe que é exigente ou insensível. O subordinado é que é demasiadamente flexível.
O limite é o subordinado quem estabelece.
Da mesma forma, não é um governo que é abusado. É a sociedade que estabelece o limite para o abuso.
Então não adianta se queixar da vida. É só mudar o limite.

VERDADES
Resultados diferentes requerem estratégias diferentes. E estratégias diferentes requerem “descondicionamentos”, a quebra de paradigmas, não importando se são grandes ou pequenos.
É preciso questionar sempre as verdades.
Reafirma-las ou criar novas.
Simplesmente aceita-las, jamais!
Porque trilhar eternamente pelo caminho que os outros abrem para atender aos seus próprios interesses?


ONDE ERREI?
Um dia você questiona: “onde foi que eu errei?”
Pode ser que você não tenha errado na ação, mas sim na previsão.
Ou nem isto.
Deve-se considerar sempre os eventos imponderáveis que a concorrência cria.
Você faz o mesmo o tempo todo. Procura criar os eventos que a sua concorrência nem imagina como possíveis de serem criados. E também faz isto em segredo, para surpreender os concorrentes.
E quando você consegue isto fica feliz da vida. Os seus concorrentes não. E vice-versa.
Assim é a vida. Aliás, assim sempre foi.
Criatividade e inovação, sem acomodação.
Sem lamentações inúteis, a reação ao evento criado pela concorrência pode ser suficientemente ágil para a adaptação ao inesperado.
É isto que empresas que têm vida longa no mercado fazem. Além de criativas, são ágeis.
Perdeu tempo choramingando e procurando culpados, dançou!
É aí que você pode ter errado.

LIDERANÇA
Cargo de chefia assumido em função da grande competência técnica, nem sempre é a solução mais adequada, pois esta pessoa geralmente não se preocupa muito com as expectativas de participação efetiva dos demais membros da equipe, que também são técnicos.
Pode–se dizer que este profissional tem a credibilidade técnica mas não necessariamente a liderança.
Em função do seu perfil de técnico, costuma ser centralizador e com pouca paciência com as sugestões alheias. Isto porque na área técnica o raciocínio é lógico, tem o certo e o errado, o adequado e o inadequado, enquanto nas relações humanas há muita subjetividade e o lado emocional é muito forte. E para lidar com este outro lado é necessário um perfil adequado, istoé, VOCAÇÃO.
Se é possível alguém ter os 2 perfis, o de técnico altamente especializado e o gerencial?
Claro que é possível!
Alguns gênios reconhecidos mundialmente são exemplos que comprovam esta afirmação!

NOVO CONCEITO
Quando você me pede para provar o novo conceito que estou propondo, na verdade não está pedindo para eu provar que estou certo, e sim pedindo para provar que você está errado.
Como não se trata de uma ciência exata, eu não tenho como fazer isto, e muito menos em curto espaço de tempo. As suas convicções e o seu modo de pensar são frutos de todas as suas experiências. Não há como eu interpretá-las.
Portanto é você mesmo quem deve achar ou saber se está certo ou errado.
Quando eu proponho uma teoria você tem duas alternativas: encontrar um sentido nela ou não.
Se a proposta está de acordo com as suas convicções, a teoria servirá para reforçar as suas crenças e esta teoria poderá eventualmente acrescentar alguns dados novos.
É o mesmo processo que acontece nos filmes de mocinho e bandido, onde o mocinho sempre ganha no final, o que reforça o esforço de todos para agirem como tal.
Se a proposta não está de acordo com as suas convicções, você tem novamente duas alternativas: simplesmente descartá-la ou então analisá-la mais profundamente para descobrir porque não bate com você. Sempre existe a possibilidade das suas convicções não estarem “atualizadas”. O mundo muda constantemente e alguns fenômenos ficam obsoletos. É preciso estar aberto para sempre questionar as nossas convicções.
Ao analisar mais profundamente, você pode chegar também a duas conclusões: a proposta tem sentido e você terá que rever as suas convicções e a outra é que realmente a proposta para você não tem sentido, o que reforça ainda mais estas suas convicções. E aí tudo bem.
Este é o caminho: questionar.
A verdade de ontem pode ser uma simples fantasia hoje.
É preciso questionar sempre as “verdades”.
Reafirmá-las ou criar novas.
Simplesmente aceitá-las, jamais.
Isto se aplica também no cotidiano da sua vida profissional e na sua carreira.
Porque descartar pura e simplesmente uma proposta de mudança?
Porque não se permitir ter dúvidas?