sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Palestra "ENFIM, PARCEIROS"

A palestra está baseada no livro “EMPRESÁRIOS E FUNCIONÁRIOS: ENFIM, PARCEIROS” que faz uma abordagem sobre RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS no ambiente profissional, isto é, nas empresas; sobre a qualidade dos relacionamentos que viabiliza sustentar a rentabilidade do investimento realizado e a remuneração esperada pelos contratados, que são determinantes para a estabilidade do empreendimento no mercado. Uma abordagem direta, dura e transparente, que estimula uma reflexão sobre a realidade empresarial e carreira profissional.

Como a empresa é um ente subjetivo, formado por um “grupo de contratados”, executivos e executores, que elabora e comercializa produtos e serviços com a marca e a infra-estrutura do acionista ou investidor, assume-se que o termo “EMPRESA” representa o conjunto materializado dos interesses dos acionistas.

Se um acionista é também o dirigente maior na operacionalização da sua empresa, considera-se que representa duas figuras autônomas. Uma representa o investidor e a outra um profissional, igual aos demais contratados, que tem a atribuição de liderar todo o grupo destes contratados, na busca dos resultados esperados pelo seu lado acionista.

Por esta interpretação entende-se objetivamente que uma EMPRESA não toma decisões e não se relaciona.
PESSOAS com atribuições tomam decisões e se relacionam com as demais.

Da mesma forma, a EMPRESA não ganha e não perde dinheiro.
ACIONISTAS ganham ou perdem dinheiro com a empresa, isto é, ganham ou perdem dinheiro com o desempenho dos seus contratados, incluindo o dirigente maior.
E perder dinheiro ninguém quer.

Tudo gira em torno de interesses individuais e relacionamentos ENTRE PESSOAS, acionistas e contratados e entre os próprios contratados.

E PESSOAS podem acertar e podem errar, e também podem mudar as suas convicções e seus paradigmas, isto é, EVOLUIR, inclusive nos relacionamentos.

Todo o restante no mundo corporativo são formas de administração das associações e dos processos e são regidas por leis, normas e procedimentos.

Então, em qualquer empreendimento existem 2 figuras INTERDEPENDENTES: o acionista e o contratado. Um não realiza nada sem o outro.

O objetivo do acionista é obter a Rentabilidade Sustentável do capital investido através da elaboração e comercialização dos produtos e/ou serviços pelos seus contratados.

O objetivo dos contratados, além da Remuneração possível, é a Empregabilidade Sustentável.
Poder escolher em qual empresa trabalhar ao longo da sua carreira. Deter nas suas mãos o controle da sua vida profissional.

Em vista disso, no ambiente profissional existem tres tipos básicos de relacionamentos envolvendo PESSOAS.

MACRO – Relacionamento EMPRESA / CONTRATADO – representa o relacionamento do acionista com o seu corpo de contratados.

VERTICAL – Relacionamento CHEFE / CHEFIADO ou LÍDER / LIDERADO - representa o relacionamento dos contratados nas funções gerenciais com os contratados nas funções técnicas.

HORIZONTAL – Relacionamento COLEGA DE TRABALHO / COLEGA DE TRABALHO – representa o relacionamento entre contratados sem conexão hierárquica.

E somente com estes relacionamentos bem resolvidos, com a interdependência totalmente incorporada por todos, é que são factíveis as chances de atingir os objetivos das partes, de forma sustentável.
E isto só é possível com a PARCERIA.

O título do livro “ENFIM, PARCEIROS!” sugere que foram ultrapassadas as etapas em que os contratados eram chamados de empregados, de funcionários e de colaboradores e que a PARCERIA é o estágio mais recente deste processo evolutivo.

E a PARCERIA, por definição, significa participação espontânea em uma atividade. Só participam de um grupo os que têm satisfação em permanecer nele.

Neste estágio de relacionamento, o contratado trabalha na empresa atual por opção exercida de acordo com as suas conveniências. Alternativas ele tem.
O contratado compreende que só quando a empresa alcança a rentabilidade planejada é que ela pode atender aos interesses de crescimento dos seus parceiros.
E o acionista compreende que somente com contratados satisfeitos em fazer parte do grupo pode esperar obter esta rentabilidade, porque é a satisfação que estimula a exploração de todo o potencial criativo do profissional. É ela que incentiva a busca incessante por novos desafios, por novos limites, por novas realizações na empresa contratante parceira atual, que é a condição indispensável para obter o reconhecimento interno e depois no mercado, que caracteriza a empregabilidade.

A palestra mostra como compatibilizar os objetivos dos acionistas e dos contratados, analisa as dificuldades nos relacionamentos ainda existentes, e como desenvolver estratégias para contorná-las.
A Pirâmide da Carreira e a Pirâmide da Empresa são os pilares que sustentam os argumentos para transformar a esperança do título do livro em realidade. ENFIM, PARCEIROS!

Esta palestra está dividida em 5 partes.

A primeira aborda o Gerenciamento da Carreira Profissional.
A segunda apresenta um exercício para consolidar o entendimento.
A terceira aborda o outro envolvido na parceria: a Empresa e seus acionistas.
Na quarta é apresentado o conceito de Empresa-Funcionário, que é um modelo de gerenciamento da carreira.
Na quinta são feitas considerações, demonstrando que a assimilação do conteúdo exposto é o pré-requisito para um salto qualitativo nos relacionamentos e portanto nos resultados das duas partes; é o pré-requisito para todas as demais ações de treinamento na empresa, porque somente depois de clarear-se o ambiente profissional e suas relações é que se pode estabelecer metas e equalizar as expectativas mútuas. E estas é que irão determinar e valorizar as competências e habilidades a serem desenvolvidas ou aprimoradas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

REFLEXÕES - 2 (NOVO)

O COMBUSTÍVEL
Dizem os especialistas em convencimento das pessoas que não se compra o automóvel, mas sim a possibilidade de locomoção com rapidez, conforto e segurança nos níveis que cada pessoa estabelece como adequados para si. A gasolina, ou outro combustível qualquer, é o insumo que faz a possibilidade de locomoção transformar-se em realidade. Sem combustível a possibilidade de locomoção não se concretiza. Se o combustível não for adequado para o tipo de automóvel, não se conseguirá obter o máximo rendimento que o projeto do automóvel prevê, mesmo com um piloto competente.

Analogamente, não se contrata uma pessoa e sim o que esta pessoa é capaz de produzir. No relacionamento profissional não há preocupação maior com o José, pessoa física, que na empresa pode ser chamado por Zé ou por Dr. José. O que se busca é a contribuição que o Zé e o Dr. José podem trazer para os resultados. É o automóvel.
E também analogamente, contratar um profissional, um talento, não é o suficiente. É preciso que ele se comprometa em colocar o seu conhecimento e a sua inteligência na prática. E para isto é necessário oferecer condições para que este comprometimento se efetive. É o combustível.

Neste relacionamento o ambiente e condições mínimas indispensáveis constituem o combustível para que a capacidade de produção do profissional possa fluir naturalmente.
E estas condições são baseadas na credibilidade e transparência.
Aí o piloto competente pode render o máximo.

Considerando isto, será que é possível afirmar que um eventual baixo comprometimento com a eficiência é somente uma postura inadequada dos profissionais contratados?
É uma ação ou uma reação?
E se for reação, o que a desencadeou?
Será o combustível “batizado”?

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
É preciso praticar sempre o diálogo nos relacionamentos! O diálogo permite conhecer outros pontos de vista, nem sempre convergentes, sobre o mesmo evento.
No relacionamento profissional, o evento pode ser você!!!
É preciso encarar sempre a realidade! E ela sempre poderá ser melhorada.
A troca de opiniões permitirá saber onde.

O maior valor de qualquer programa de avaliação de desempenho nas empresas é que ele promove ou obriga o diálogo.
Ele formaliza as opiniões. Põe no papel. E portanto são opiniões verdadeiras, ou quase sempre.
E deve ser encarado como um instrumento, uma bússola, para aferir se o caminho para as suas próprias metas continua correto.
Um possível pequeno aumento na remuneração é sempre bem vindo, mas não é o mais importante na construção da carreira. O importante é saber se está ou não no caminho certo. Receber e dar feedback é essencial entre os profissionais.
Aumenta-se a transparência nos relacionamentos.
E não é isto que estamos sempre reivindicando? A transparência?

OBJETIVO
Objetivo claro na vida profissional orienta as escolhas a serem feitas. Estabelece o foco.
E é você quem decide o que focar.
Nunca deixe a vida te levar.
Existe a possibilidade real de você não apreciar o lugar onde ela pode te deixar, principalmente se você não lhe indicar para onde quer ir.

AMANHÃ
Se você está satisfeito com os teus resultados, então você está fazendo a coisa certa.
A enorme dúvida é: será que esta satisfação tem chances de permanecer a mesma amanhã?

VAMOS QUESTIONAR -1
Se um funcionário, através de um ato consciente, ocasiona um dano à empresa, caracterizado como vandalismo, gera uma despesa extra à empresa. Por isto ele pode ser responsabilizado e demitido por justa causa.
Se o funcionário, fora do horário de trabalho e fora do horário do trajeto, embebeda-se, sai dirigindo o seu automóvel e sofre um acidente que resulta no seu afastamento do serviço por um determinado periodo de tempo. Na apuração do acidente fica comprovado o ato de dirigir alcoolizado. A empresa teve uma despesa extra, com a substituição temporária, por um ato irresponsável do funcionário.
Isto caracteriza uma razão para demissão por justa causa?

Este questionamento é mais amplo que uma interpretação jurídica. Envolve uma reflexão não só no relacionamento do indivíduo com a empresa, e sim a responsabilidade dele com a sua família e a sociedade como um todo.
O seu ato irresponsável não gerou consequências somente para si.
Neste caso não se aplica a resposta: “Problema meu!”

VAMOS QUESTIONAR - 2
Já questionamos anteriormente “Porque trilhar pelo caminho que os outros abrem para os seus próprios interesses? “
Não há dúvida que é mais fácil, mas este caminho levará para onde os outros querem chegar, e na tua frente. Então, em vez de correr atrás do que os outros constroem, porque não questionar antes a validade e aplicabilidade destas construções para os teus interesses? Porque não procurar fazer os outros questionarem o que você constrói?
Já é dito popular que a melhor forma de prever o futuro é você mesmo construí-lo.
Mas para isto você precisa estar determinado.
É você mesmo que escolhe o caminho: trilha ou asfalto.

ESTÍMULO E DESESTÍMULO
O estímulo significa ativar a motivação para que algo novo ou diferente seja realizado ou criado.
Desestímulo significa que algo não precisa ou não deve ser mudado.
Estímulo significa que obstáculos devem ser removidos.
Desestímulo significa que obstáculos devem ser reforçados. Reforçar obstáculos requer menos esforços que remove-los. Manter algo sem alterações não requer energias adicionais.

Se considerarmos que aceitar o estímulo é o natural no ser humano, assim como o seu eterno desejo e a sua eterna curiosidade, então não há necessidade de nenhum esforço para ativar a motivação.
Ela está sempre a postos. O que complica a sua ação são os obstáculos virtuais que a aprisionam e que a princípio são considerados intransponíveis.

Mas alguém pode demonstrar teoricamente e muitas vezes com fatos, que é possível eliminá-los. Se a pessoa acreditar que isto é possível, os obstáculos desaparecem como que por encanto.
É só isto que um líder faz. Fazer acreditar no projeto.

Então a essência está em não permitir que os obstáculos sejam colocados, mas se isto acontecer, ter consciência que é possível removê-los, porque são comprovadamente virtuais.
Em vista disso, na administração, o principal não é estimular, visto que a motivação é intrínseca do ser humano, e sim não desestimular, isto é, não colocar dificuldades para a realização das promessas.

O estímulo só é necessário se antes ocorreu o desestímulo. O estímulo é o antídoto. Algo envenenou o organismo.

E aí o líder precisa descobrir e eliminar a causa (veneno) com a aplicação da medicação correta antes de apresentar um projeto.
Neste sentido o primeiro passo é detectar e identificar os obstáculos e suas ramificações e responsabilidades. Avaliar estes obstáculos em relação ao que se pretende alcançar com a sua eliminação. E na relação custo/benefício propor soluções.

Se todos acreditarem que a proposta é viável para obter os resultados esperados, então o caminho estará preparado para o planejamento e as conseqüentes ações para a implantação do projeto proposto.
Credibilidade é a palavra chave.

REDE DE RELACIONAMENTOS
A rede de relacionamentos tem a função da rede em um espetáculo com o trapézio. É a garantia de sobrevivência para quem está realizando uma performance a alguns metros de altura.
Se o artista cair em uma exibição, a rede irá sustenta-lo, e ele poderá continuar com a sua função no mesmo ou eventualmente em outro circo.
Ela não tem muita utilidade para quem está no chão do picadeiro e não pretende receber aplausos por suas realizações.

NOVO CONCEITO
Quando você me pede para provar o novo conceito que estou propondo, na verdade não está pedindo para eu provar que estou certo, e sim pedindo para provar que você está errado.

Como não se trata de uma ciência exata, eu não tenho como fazer isto, e muito menos em curto espaço de tempo. As tuas convicções e o teu modo de pensar são frutos de todas as tuas experiências. Não há como eu interpreta-las.
Portanto é você mesmo quem deve achar ou saber se está certo ou errado.

Quando eu proponho uma teoria você tem duas alternativas: encontrar um sentido nela ou não.
Se a proposta está de acordo com as tuas convicções, a teoria servirá para reforçar as tuas crenças e esta teoria poderá eventualmente acrescentar alguns dados novos.
É o mesmo processo que acontece nos filmes de mocinho e bandido, onde o mocinho sempre ganha no final, o que reforça o esforço de todos para agirem como mocinhos.

Se a proposta não está de acordo com as tuas convicções, você tem novamente duas alternativas: simplesmente descartá-la ou então analisa-la mais profundamente para descobrir porque não bate com você. Sempre existe a possibilidade das tuas convicções não estarem “atualizadas”. O mundo muda constantemente e alguns fenômenos ficam obsoletos. É preciso estar aberto para sempre questiona-las.

Ao analisar mais profundamente, você pode chegar também a duas conclusões: a proposta tem sentido e você terá que rever as tuas convicções. A outra é que realmente a proposta para você não tem sentido, o que reforça ainda mais as tuas convicções. E aí tudo bem.

Este é o caminho: questionar. A verdade de ontem pode ser uma simples fantasia hoje. É preciso questionar sempre as verdades. Reafirma-las ou criar novas. Simplesmente aceita-las, jamais.
Isto se aplica também na tua vida profissional.
Porque descartar pura e simplesmente uma proposta de mudança? Porque não se permitir ter dúvidas?

RODA VIVA
O homem é um ser que gosta e considera que é preciso acumular.
Acumular é decorrente de não perder.
E não perder é decorrente de defender.
Isto explica boa parte da dinâmica dos relacionamentos.

A única forma de repartir a riqueza é a pressão.
De um lado, forçar a divisão.
Do outro, ceder hoje visando acumular mais amanhã.
E a isto se denomina negociação.
E negociação implica em acordo.
E acordo implica em comprometimento mútuo.
E o comprometimento mútuo implica em parceria.

A parceria permite criar riqueza.
O acordo permite a divisão negociada da riqueza criada.
E finalmente permite a cada um acumular o seu quinhão,
possível e satisfatório neste momento, nesta relação.

E esta roda viva nunca pára de girar.